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Filas em postos de combustíveis tendem a reduzir em Maputo

Alguns postos de venda de combustível, na Cidade de Maputo, já não impõem limites na quantidade a abastecer por viatura. Os automobilistas dizem que tal acção vai reduzir as enchentes constantes nas bombas.

Depois de um início de semana marcado por longas filas e forte agitação nos postos de abastecimento, a situação começou a apresentar sinais de melhoria nesta terça-feira, na Cidade de Maputo.

Em alguns pontos da cidade, os postos já deixaram de impor limites na quantidade de combustível a abastecer por viatura, uma medida que está a contribuir para aliviar a pressão.

Apesar de a procura continuar elevada, o cenário registado foi de menor congestionamento e maior fluidez no atendimento. Transportadores semicolectivos, entre os mais afectados pela crise, relatam alguma melhoria nas condições de abastecimento.

“Está mais ou menos, dá para ganhar um pouco de tempo, não é como nos outros dias. Antes estava mesmo mal, tentei abastecer e não consegui”, contou Amílcar Samson, transportador, descrevendo as dificuldades enfrentadas nos dias anteriores.

Uma das principais mudanças observadas foi o fim das restrições em alguns postos, permitindo o abastecimento completo dos veículos. Segundo os automobilistas, a limitação anterior obrigava a deslocações frequentes entre diferentes bombas, agravando as filas.

“Ontem estavam a limitar aqui mesmo. Hoje já consigo meter o combustível de que preciso quase diariamente”, acrescentou Amílcar Samson.

Rafael Guila, também transportador, confirmou a alteração: “Agora já não há limite. Pelo menos nesta bomba, aceitam ‘full tank’”, afirmou, destacando o impacto positivo da medida na redução do tempo de espera.

Ainda assim, nem todos os postos dispõem de combustível, o que mantém alguma incerteza entre os automobilistas. Em vários casos, condutores continuam a formar filas mesmo sem garantias de abastecimento.

“Cheguei cedo e fiquei à espera. Ouvi dizer que vinha o camião e decidi ficar. Quando chegou, fiquei satisfeito, já que estava aqui, não ia sair”, relatou Dionildo Spiratis.

Embora o nível de agitação tenha diminuído, a procura por combustível continua alta na cidade, e a normalização total do abastecimento ainda não foi alcançada. A evolução da situação nos próximos dias será determinante para perceber se o alívio registado se consolidará ou se persistirão constrangimentos no fornecimento.

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