Bancos centrais da Africa Austral e Oriental querem combater em conjunto o braqueamento de capitais e finaciamento ao terrorismo. Por isso, recomendam que os países fortaleça as instituições financeiras, públicas e privadas.
O Instituto de Gestão Macroeconómica e Financeira da África Oriental e Austral, que ajuda governos e bancos centrais na gestão macroeconómica das suas economias, juntou em Maputo esta segunda-feira bancos centrais e comerciais da região para encontrar caminhos conjuntos para o combate ao branqueamento de capitais.
Para Clement Kapalu, director da inteligência financeira da Zâmbia e presidente do instituto, os crimes financeiros estão a dominar o espaço digital, tornando a sua investigação mais complexa, por isso, alerta para a atenção dos países da região.
“Por causa da natureza complexa destes crimes, é esperado que as nossas instituições se levantem, e se equiparem com marcas fundamentais sobre como lidar eficazmente com o crime financeiro.”
No evento, o Banco de Moçambique, através do Administrador Jamal Luís Omar desafiou os bancos comerciais e centrais, bem como os governos a unirem esforços para combater o branqueamento de capitais.
“Neste contexto, é igualmente importante continuar a fortalecer a capacidade das instituições financeiras para que elas se equiparem para prevenir abusos, identificar vulnerabilidades e responder efetivamente aos riscos associados com o roubo de dinheiro e financiamento ao terrorista. O combate branqueamento requer leis, instituições e cooperação. Mas, acima de tudo, requer pessoas preparadas, vigilantes e comprometidas.”
O cenário de branqueamento de capitais na África Austral e Oriental é tido como de elevado risco nas duas regiões, impulsionado principalmente pela corrupção e pelo comércio ilegal de recursos naturais.
