Donald Trump não detalhou que oficiais dos Estados Unidos estarão presentes nas negociações, uma segunda ronda após o vice-presidente JD Vance ter participado em conversas, também em Islamabad, na semana passada. Entretanto, o Irão reafirmou que o bloqueio naval norte-americano constitui um acto ilegal e criminoso.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse este domingo que negociadores norte-americanos estarão esta segunda-feira no Paquistão para encetar conversações com o Irão, de acordo com uma publicação nas suas redes sociais.
“Os meus representantes irão para Islamabad, no Paquistão – estarão lá amanhã [segunda-feira] à noite, para negociações”, pode ler-se numa publicação de Donald Trump na sua rede social, Truth Social.
Segundo a mesma publicação, os Estados Unidos vão propor “um acordo bastante justo e razoável”.
“Espero que aceitem porque, se não o fizerem, os Estados Unidos vão arrasar todas as centrais eléctricas e pontes no Irão”, ameaçou o presidente norte-americano.
Donald Trump diz ainda que caso o Irão não aceite o acordo será sua “honra fazer o que tem de ser feito, o que já deveria ter sido feito ao Irão, por outros presidentes, nos últimos 47 anos”, acrescentando, em maiúsculas, que “é tempo da máquina de matar iraniana acabar”.
Na publicação, Donald Trump não detalhou que oficiais dos Estados Unidos estarão presentes nas negociações, uma segunda ronda após o vice-presidente JD Vance ter participado em conversas, também em Islamabad, na semana passada.
O Presidente dos Estados Unidos também acusou o Irão de violar o acordo de cessar-fogo no Estreito de Ormuz.
O Irão reforçou a sua intenção de restringir a passagem de navios pelo Estreito de Ormuz enquanto os Estados Unidos bloquearem portos iranianos, à medida que os mediadores tentam estender a trégua, cujo prazo termina na quarta-feira.
Teerão reitera que bloqueio naval dos Estados Unidos “viola cessar-fogo”
O Irão reafirmou este domingo que o bloqueio naval norte-americano constitui “não só uma violação do cessar-fogo”, mas também “um acto ilegal e criminoso”.
“Ao infligir deliberadamente punição colectiva ao povo iraniano, configura-se um crime de guerra e um crime contra a humanidade”, disse o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Esmail Baghai, à agência X.
Este domingo, o presidente norte-americano, Donald Trump, acusou o Irão de violar o acordo de cessar-fogo no Estreito de Ormuz.
O Irão reforçou a sua intenção de restringir a passagem de navios pelo Estreito de Ormuz enquanto os Estados Unidos bloquearem portos iranianos, à medida que os mediadores tentam estender a trégua, cujo prazo termina na quarta-feira.
O Irão impediu, este domingo, a passagem de dois petroleiros, um deles com bandeira de Angola, quando tentavam atravessar o Estreito de Ormuz, depois de emitirem avisos, e afirmou que a ação foi uma resposta ao bloqueio marítimo imposto pelos Estados Unidos aos portos iranianos.
“Dois petroleiros que tentavam atravessar o Estreito de Ormuz sem autorização foram obrigados a regressar esta manhã, após avisos das Forças Armadas iranianas”, informou a agência Tasnim, controlada pela Guarda Revolucionária iraniana.
A agência indicou que as embarcações navegavam sob as bandeiras do Botswana e de Angola e pretendiam atravessar esta via navegável estratégica, mas, após a “intervenção oportuna” das Forças Armadas iranianas, “foram obrigadas a mudar de rumo e a retirar”.
O presidente do parlamento iraniano, Mohammed Bagher Qalibaf, disse no sábado numa entrevista citada pela Associated Press (AP) que “é impossível outros passarem pelo Estreito de Ormuz” enquanto os próprios iranianos também não conseguirem.
Qalibaf, que é o negociador-chefe do Irão nas conversas com os Estados Unidos, atacou o bloqueio dos Estados Unidos, catalogando-o como “uma decisão ingénua tomada por ignorância”, garantindo ainda que “não haverá retirada no campo da diplomacia” apesar da desconfiança entre as partes.
O Irão anunciou a reabertura do Estreito de Ormuz depois de uma trégua de dez dias entre Israel e o grupo militante Hezbollah (apoiado pelo Irão) no Líbano, mas depois de Trump afirmar que o bloqueio dos Estados Unidos aos portos iranianos iria “continuar com toda a força” até se alcançar um acordo, Teerão anunciou que iria continuar a restringir as passagens no estreito.

