O líder do partido Movimento Democrático de Moçambique considera que os contornos de escassez de combustíveis denunciam falhas graves de comunicação e incapacidade do Governo para mitigar a crise. Lutero Simango diz estar chocado com o facto de o Governo ter emitido um comunicado a tranquilizar os moçambicanos, dizendo que estava tudo bem.
“Mas quando vamos adquirir o combustível no mercado legal notamos que o que o Governo disse não corresponde à verdade. E isso é mau para o nosso país. Por isso, quero desafiar o governo da Frelimo que diga a verdade ao povo moçambicano sobre a situação real dos combustíveis”, explica Lutero Simango.
Lutero Simango afirma que ocultar a real face do problema é adiar o inadiável. O líder do MDM critica ainda o facto de haver limitações nos postos de abastecimento, medida que, segundo explica, não é justa para os utentes. Simango alerta para os contornos sociais da revisão em alta dos preços dos combustíveis.
“Não podem subir o preço dos combustíveis, mas sim uma engenharia financeira reduzindo o IVA na sua comercialização”, sugere Simango.
Lutero Simango faz também críticas às regalias para ex-presidentes, sublinhando que constituem uma injustiça a milhões de moçambicanos que vivem no limiar da pobreza. Nesse sentido, exige aquilo que chama de reposição da verdade, pois na sua opinião “não podemos criar tabelas salariais para beneficiar um grupo de indivíduos contra milhões de moçambicanos”.
O líder do MDM falava em Chongoene, após a entrega de produtos alimentares e material escolar ao Instituto de Gestão do Risco de Desastres.

