Mais de 70 países juntaram-se esta sexta-feira à Indonésia para condenar os ataques contra a Força Interina da ONU para o Líbano , num contexto de escalada da guerra contra Beirute, apesar das conversações de paz com Israel.
Embaixadores de uma dezena de países expressaram profunda preocupação com a escalada da tensão no Líbano desde 02 de março do ano corrente e o impacto na segurança das forças de paz, na sequência da morte de três forças de manutenção de paz das Nações Unidas e depois de militares de França, Gana, Nepal e Polónia terem ficado feridos.
As missões diplomáticas sublinharam que as forças de paz nunca devem ser alvo de ataques e alertaram que estes factos podem constituir um crime de guerra, ao mesmo tempo que fizeram um apelo à ONU para que continue a investigar todos os ataques.
Estas delegações também deram ênfase à situação humanitária no Líbano, especialmente devido ao elevado número de vítimas civis, à destruição generalizada de infraestruturas e à deslocação em massa de mais de um milhão de pessoas.
Na quinta-feira, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, anunciou que o Governo israelita iniciará negociações directas com o Líbano para desarmar o Hezbollah e estabelecer relações pacíficas.
Israel foi instado a cessar imediatamente a agressão militar contra o Líbano, reiterando que o cessar-fogo também inclui este país. Os bombardeamentos massivos violam o direito internacional, após o assassínio de mais de 300 pessoas no Líbano desde o início da trégua.

