O Papa Leão lavou os pés a 12 padres esta quinta-feira, 2 de abril, num ritual tradicional da Quinta-Feira Santa, apelando aos católicos para que demonstrem solidariedade com os mais vulneráveis.
A cerimónia, que evoca o gesto de humildade de Jesus Cristo na véspera da sua morte, decorreu na Basílica de São João de Latrão, em Roma, e marcou o início das celebrações pascais no Vaticano.
Durante a homilia, o pontífice destacou a importância da compaixão num contexto global marcado pela violência. “Num momento em que a humanidade é colocada de joelhos por tantos atos de brutalidade, devemos também ajoelhar-nos como irmãos e irmãs ao lado dos oprimidos”, afirmou.
Leão sublinhou ainda que o exemplo de Deus não é o do poder, mas o da libertação: “Deus deu-nos um exemplo — não de como dominar, mas de como libertar”.
Após as palavras, o Papa ajoelhou-se para lavar, secar e beijar os pés dos 12 homens, repetindo o gesto simbólico de serviço e humildade.
Esta foi a primeira celebração da Quinta-Feira Santa presidida por Leão desde que assumiu o pontificado, em maio do ano passado. A escolha da Basílica de São João de Latrão representa um regresso a uma prática mais tradicional, após o seu antecessor, Francisco, ter optado por realizar este ritual em locais como prisões, lares e hospitais, numa abordagem mais próxima das periferias sociais.

