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 Frelimo exige medidas para evitar ruptura de stock de combustíveis 

A Frelimo diz que o Governo deve adoptar medidas urgentes para fazer face à crise de combustíveis. O partido aponta como uma das soluções, o aumento da capacidade de armazenamento para que as crises internacionais não afectem o país.  

A crise de combustíveis, em resultado do conflito que se assiste no médio oriente, já é uma realidade em vários países do mundo e, em Moçambique, alguns postos de abastecimento já registam filas longas devido à indisponibilidade do líquido.  

Esse foi um dos pontos abordados pela Comissão Política da Frelimo, na sessão ordinária desta quarta-feira. 

A Comissão Política orienta o governo a adotar mecanismos de curto e médio prazo, visando fazer face à atual situação de crise de combustíveis em Moçambique, em resultado do conflito existente no Médio Oriente, cujos efeitos estão a fazer-se sentir por todo o mundo. Deste modo, a Comissão Política orienta para que o governo assegure a disponibilidade de reservas suficientes deste recurso energético para manter o abastecimento estável enquanto se faz a monitoria da evolução do fenómeno em causa, portanto, do conflito no Médio Oriente”, explicou Pedro Guiliche, porta-voz da Frelimo. 

O Porta-voz da Comissão Política fala de medidas urgentes que devem ser adoptadas, para evitar rupturas de stocks e outros constrangimentos. 

A curto prazo, a Comissão Política orienta ao governo para trabalhar com vista a garantir a disponibilidade de divisas com afectação estratégica para a importação de combustíveis e bens essenciais, evitando, deste modo, constrangimentos de abastecimento. Utilizar de forma criteriosa o Fundo de Estabilização, direcionando os recursos para amortecer os choques, de curto prazo, com foco na proteção dos segmentos sociais mais vulneráveis. Igualmente, reforçar a monitoria contínua de preços e do abastecimento com mecanismos de acompanhamento em tempo real para prevenir rupturas de estoque e práticas especulativas no mercado.

O órgão sugere também o aumento da capacidade de armazenamento de combustíveis. O encontro também abordou a resposta do Governo para a recuperação pós-cheias no país.  

A Comissão Política congratula o Governo pela implementação do Plano de Recuperação Pois Cheias, em Moçambique, por se tratar do instrumento que contempla o salvamento de vidas, a assistência humanitária, a reposição da transitabilidade, bem como a reconstrução de infraestruturas resilientes, tendo em vista a garantia de uma melhor capacidade de prevenção e mitigação dos desastres naturais”.

Para minimizar os impactos, a Frelimo apela à continuidade dos actos de apoio e solidariedade para com as vítimas afectadas pelas cheias e inundações.

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