A Polícia da República de Moçambique (PRM) em Manica apresentou, esta quarta-feira, dois indivíduos detidos na posse de uma arma de fogo do tipo pistola. O caso, que teve lugar na cidade de Chimoio, revela versões contraditórias entre os detidos e as autoridades policiais.
Em declarações à imprensa, um dos jovens negou qualquer envolvimento em actividades criminosas, sustentando que a arma foi retirada de um agressor que os tentou alvejar. Segundo o relato, após uma luta física em que conseguiram imobilizar o braço do suposto atacante, a pistola caiu e desmontou-se.
“O homem apontou-me a arma e disse que me ia matar. O meu irmão pegou no braço dele e a arma caiu. Nós é que ligámos para o chefe do sector para contactar a polícia até chegarmos aqui”, explicou um dos indiciados, insistindo que a intenção do grupo era entregar o engenho às autoridades.
A versão de “bons samaritanos” não convence a PRM. Mouzinho Manasse, porta-voz da PRM em Manica, esclareceu que a detenção é resultado de um trabalho de inteligência policial que já seguia o rasto de indivíduos envolvidos em crimes de roubo agravado.
A polícia suspeita que a dupla esteja ligada a um assalto recente a um estabelecimento comercial no bairro Vila Nova. “Estamos a trabalhar para apurar se estes indivíduos estão indiciados no crime de roubo agravado com recurso a arma de fogo. Tivemos uma ocorrência no mês passado, na área da 3.ª Esquadra, com características semelhantes”, referiu Manasse.
Com esta apreensão, sobe para quatro o número de armas de fogo recuperadas pelas autoridades na província de Manica nos últimos seis meses. A polícia reforça o apelo à vigilância comunitária, mas mantém a cautela perante justificações de posse de armas por civis, sublinhando que o procedimento correto nestes casos deve ser sempre imediato e transparente.

