Cerca de 700 mil empregos podem estar ameaçados na África do Sul, com o fim das reservas de gás de Pande e Temane, previsto para o ano 2028. Para evitar a situação, a Sasol equaciona comprar gás de outros operadores.
Com o fim das reservas de gás de Pande e Temane cada vez mais próximo, a crise energética na África do Sul poderá complicar-se ainda mais. Diante da situação, a sul-africana Sasol, operadora dos dois campos, já procura saídas.
“Estamos a buscar parcerias com a TotalEnergies, com a ExxonMobil e com a Qatar Energy. Quem quiser trazer o gás mais barato para a África do Sul, nós trabalharemos com essa empresa”, referiu o CEO da Sasol, Simon Baloyi.
Tal alternativa que agora é procurada pela Sasol é gás natural liquefeito (GNL), e não por via de gasodutos. Em entrevista à emissora de TV sul-africana ENCA, o CEO da Sasol disse que até ao ano de 2023 a multinacional não prevê interrupção no fornecimento de gás natural à África do Sul.
“Já encontrámos uma solução para estender o fornecimento de gás natural para até ao ano de 2030. Isso nos permitirá trazer o gás natural liquefeito para o qual estamos a trabalhar em conjunto com a Eskom”, disse Simon Baloyi.
No entanto, caso os projectos de gás natural liquefeito bilionários, esperados em Moçambique, se atrasem por um ou dois anos, a Sasol pensa em estender a sua produção de gás rico em metano em Secunda, na vizinha África do Sul.
“Se o gás natural liquefeito chegar em 2031 ou em 2032, a Sasol trabalhará arduamente para garantir que possamos evitar essa crise. Como se deve lembrar, 700 mil empregos directos e indirectos dependem do mercado do gás”, referiu.
Na entrevista, o CEO prometeu que a Sasol vai fazer de tudo para evitar que a multinacional pare de fornecer gás à vizinha África do Sul no ano de 2028.

