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PR defende em Nairobi aposta em África como motor económico global  

O Presidente da República, Daniel Chapo, defendeu hoje, em Nairobi, a necessidade de África  passar da identificação de oportunidades para o seu desbloqueio  efectivo, sublinhando que o continente deve afirmar-se como motor  da economia global, durante a abertura da IV Conferência  Internacional de Investimento do Quénia, onde participou como  convidado de honra do homólogo queniano, William Ruto. 

Na ocasião, o Chefe do Estado destacou que o fórum constitui uma  oportunidade estratégica para reforçar a cooperação económica  entre países africanos e parceiros internacionais, bem como para  promover investimentos estruturantes capazes de impulsionar a  transformação económica do continente.

O Presidente moçambicano considerou igualmente a organização do  evento como uma plataforma relevante para mobilização de  investimentos no continente. “Felicitamos o Governo do Quénia pela  organização deste importante fórum, que se afirma, de forma  crescente, como uma das mais relevantes plataformas de mobilização  de investimento no nosso continente”, afirmou. 

Ao abordar o lema da conferência, centrado no desbloqueio de  oportunidades, o estadista moçambicano sublinhou que África vive  um momento decisivo da sua história, reiterando o potencial  estratégico do continente. “Eu tenho dito que África é o continente do  futuro; é o continente dos recursos minerais; potencialidades agrícolas;  da juventude, que é o capital humano. É, sem margem de dúvidas, o  continente do futuro”, declarou. 

Segundo o estadista, o principal desafio actual consiste em  transformar esse potencial em resultados concretos, com base em  decisões políticas firmes, capital paciente e parcerias estratégicas.  Nesse contexto, explicou que desbloquear oportunidades implica criar  confiança entre os sectores público e privado, estruturar projectos  viáveis e promover parcerias que combinem capital, tecnologia e  conhecimento local. 

Chapo destacou o papel do Quénia como um dos  motores de inovação económica em África, elogiando o  desempenho do país em áreas como tecnologias de informação,  agricultura e energias renováveis. “Ao assumir esta agenda, o Quénia  posiciona-se, com legitimidade, como um dos principais motores de  inovação económica em África”, afirmou. 

Outrossim, sublinhou que África dispõe de um mercado em expansão,  impulsionado pela juventude e pela implementação da Área de Livre  Comércio Continental Africana, defendendo uma mudança de  paradigma rumo à industrialização e criação de valor acrescentado.  “Este é o momento de romper definitivamente com o padrão de  exportação de matérias-primas e afirmar a África como um continente  de industrialização, inovação e de criação de valor acrescentado,  sobretudo o emprego para a nossa juventude”, disse.

No seu discurso, apresentou Moçambique como parceiro estratégico  para essa transformação, destacando sectores prioritários como  agricultura, tecnologias de informação, energias renováveis, indústria  transformadora, turismo e economia azul. O Chefe do Estado enfatizou  o potencial agrícola do país, a aposta na transformação digital e os  vastos recursos energéticos, incluindo hidroelectricidade, gás natural e  energias renováveis. 

O governante destacou ainda a posição geoestratégica de  Moçambique, com corredores logísticos que ligam o interior africano  ao Oceano Índico, bem como as oportunidades de cooperação com  o Quénia em cadeias de valor regionais, inovação digital e  mobilidade sustentável. Defendeu também a criação de zonas  económicas especiais e o fortalecimento de parcerias público privadas como pilares para atrair investimento. 

Na reta final, o Presidente Daniel Chapo apelou ao reforço da  cooperação bilateral entre Moçambique e o Quénia, propondo eixos  concretos como a integração logística entre África Oriental e Austral,  o desenvolvimento de cadeias agro-industriais e parcerias em energias  renováveis. “O futuro económico do mundo está em África, e não será  determinado apenas pelos seus recursos, mas pela sua capacidade  de transformar esses recursos em valor. O tempo de África é agora”,  concluiu.

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