Já estão oficialmente encerradas as instalações da Mozal em Moçambique, na sequência da incapacidade da empresa de ter energia suficiente e a preços competitivos. O futuro da infra-estrutura no país ainda é incerto.
Depois de ter prometido encerrar as suas instalações no fim do ano passado, a Mozal confirmou oficialmente nesta segunda-feira que deixa de operar no país e que seus activos ficam em estado de conservação e manutenção.
Sendo assim, a empresa dispensou os seus trabalhadores e fornecedores de bens e serviços por não ter conseguido um acordo para a redução do preço da energia eléctrica que permitisse a fundição manter-se competitiva a nível internacional.
“Encontrar uma solução foi ainda mais difícil devido às condições de seca que afectam a Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), de onde a Mozal obtinha anteriormente a maior parte da sua electricidade”.
Em comunicado de imprensa emitido nesta segunda-feira, o vice-presidente de operações da Mozal Aluminium, Samuel Gudo, disse que este não é o resultado que era esperado pela empresa depois de operar cerca de 25 anos no país.
“Nos últimos seis anos, engajamo-nos amplamente com o Governo da República de Moçambique, a Eskon e outros intervenientes-chave para garantir um contrato de energia para a Mozal que lhe teria permitido continuar a operar e manter-se um negócio viável e competitivo a nível global”.
Na semana passada, o Governo prometeu procurar saber da empresa sobre o destino que pretende dar às suas instalações no país, sem descartar a possibilidade de entrada de novos operadores para a retoma das actividades.

