A morte de António Lobo Antunes é a notícia que marcou nesta quinta-feira, de 5 de Março, a imprensa cultural dos países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, CPLP.
António Lobo Antunes é um dos maiores escritores da literatura portuguesa contemporânea e autor de uma vasta obra.
Ao longo de várias décadas, uma das vozes literárias mais importantes da história recente de Portugal, publicou mais de três dezenas de romances.
A sua obra é motivo de orgulho nacional, mas tem também mérito reconhecido lá fora, merecendo hoje destaque em vários meios internacionais, que destacam os feitos do escritor luso.
O escritor António Lobo Antunes, Prémio Camões 2007, morreu esta quinta-feira aos 83 anos.
O escritor, que se definia como “caçador de palavras”, foi médico psiquiatra e escrevia romances para combater a depressão que afirmava existir em todas as pessoas.
António Lobo Antunes nasceu em Lisboa, a 01 de Setembro de 1942. A escolha do curso universitário “foi para dar prazer aos pais que entendiam que devia ter uma enxada”, contou à Lusa. António Lobo Antunes licenciou-se em Medicina pela Universidade de Lisboa, em 1969, e especializou-se em Psiquiatria, depois do regresso de Angola.
O seu primeiro livro, “Memória de Elefante”, foi publicado em 1979.
O público desde cedo demonstrara apreço pela obra, tornando-o um dos autores mais lidos de língua portuguesa, o que nem sempre facilitou a crítica da época nos momentos iniciais do seu percurso.
Depois, veio o reconhecimento no estrangeiro, com a edição dos seus romances em países europeus, como Espanha, França, Alemanha, Itália e Reino Unido, a que se juntaram os mercados livreiros do Brasil, Estados Unidos e Canadá.
O Governo português decretou que no dia 7 de Março far-se-á um dia de luto nacional em homenagem a António Lobo Antunes.

