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Irão pondera desistir de participar no Mundial 2026

Em declarações a uma estação televisiva de Teerão, Mehdi Taj, presidente da Federação de Futebol do Irão, considerou que, com os bombardeamentos dos Estados Unidos e Israel, será difícil o país marcar presença no Mundial 2026, que se realizará no México, Canadá e em território norte-americano.

“Com o que aconteceu e com este ataque dos Estados Unidos, é improvável que possamos olhar com esperança para o Mundial, mas são os dirigentes do desporto que devem decidir sobre isso”, afirmou, citado pelo jornal Marca.

O Irão qualificou-se para o campeonato do Mundo e, caso participe, jogará os três compromissos da fase de grupos nos Estados Unidos. Nova Zelândia, no dia 15 de Junho, Bélgica, no dia 21, e Egipto, seis dias depois, são os adversários do Grupo G.

O que acontece se o Irão boicotar o Mundial?

A poucos meses do arranque do Mundial 2026, o Irão ameaça desistir e não marcar presença na competição, numa altura de crescente tensão militar entre os Estados Unidos, país anfitrião, e os iranianos, que são uma das selecções qualificadas. 

A FIFA, a propósito da escalada do conflito, declarou que conta com a participação de todos os países na prova. Questionado sobre o impacto desta crise no Mundial, o secretário-geral da FIFA, Mattias Grafstrom, mostrou-se cauteloso. 

“Li as notícias da mesma forma que vocês esta manhã. Tivemos uma reunião e seria prematuro comentar isso em detalhe”, afirmou durante uma reunião do International Football Association Board (IFAB) no País de Gales. 

O Irão, que em Março de 2025 garantiu a sua quarta qualificação consecutiva para a fase final de um Mundial, tem a base de treinos prevista para o Kino Sports Complex em Tucson, no Arizona.

Ainda não está claro como os recentes desenvolvimentos geopolíticos podem afectar a participação do Irão no Mundial. No entanto, o regulamento do torneio prevê medidas de contingência caso o Irão, neste caso, desista ou seja impedido de competir.

A FIFA afirma que, nas circunstâncias mencionadas, o país em questão é substituído “por uma selecção alternativa indicada, geralmente a segunda colocada directa da qualificação ou o conjunto não qualificado com melhor ranking daquela confederação”.

Nesse cenário, os Emirados Árabes Unidos podem sair beneficiados. Os EAU foram a selecção não qualificada com a melhor classificação nas eliminatórias da Ásia, uma campanha que lhes garantiu uma vaga na repescagem continental contra o Iraque. 

No entanto, os EAU foram derrotados, permitindo que o Iraque avançasse para a repescagem intercontinental marcada para 31 de Março, onde enfrentará Bolívia ou Suriname.

Outra opção em consideração seria a ida directa do Iraque para o lugar do Irão no Grupo G, com os Emirados Árabes Unidos a disputarem a repescagem intercontinental como uma via alternativa para entrar no torneio.

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