A Zâmbia decidiu suspender a assinatura de um acordo de financiamento para a saúde proposto pelos Estados Unidos da América, no valor de cerca de mil milhões de dólares. Para justificar a posição, o país diz que certas cláusulas do documento não estão alinhadas com os interesses nacionais.
Trata-se de um acordo que visava apoiar o sector da saúde da Zâmbia na área de saúde materno-infantil e na prevenção e tratamento de doenças como HIV/SIDA e malária.
A suspensão da assinatura do acordo surge após a Zâmbia discordar de parte das cláusulas previstas no documento, sendo que o país deveria co-financiar o projecto com 340 milhões de dólares.
Da parte norte-americana, o acordo permitiria o desembolso de mais de mil milhões de dólares em financiamento para os próximos cinco anos, e visava, entre outros aspectos, melhorar a preparação zambiana para fazer face à epidemias.
O acordo, cuja conclusão estava prevista para Novembro de 2025, foi suspenso depois de versões alteradas do documento terem gerado divergências.
Entre as cláusulas de que a Zâmbia não concorda está uma parceria no sector mineiro com Washington, não sendo pela primeira vez que um país africano rejeita acordos semelhantes devido às preocupações relacionadas com a cedência aos EUA de minerais críticos tal como foi o caso do Zimbabwe.
Recorde-se que em África, pelo menos 16 países já assinaram acordos para o financiamento à saúde incluindo Nigéria, Uganda e Quénia.
