O País – A verdade como notícia

Chapo considera terrorismo e desastres naturais piores males da Nação

O terrorismo e os desastres naturais ainda são os grandes desafios do País, disse o Presidente da República, nesta terça-feira, em Maputo, durante as celebrações do Dia dos Heróis Moçambicanos. Daniel Chapo exortou todos, incluindo na diáspora, a fazerem da efeméride uma fonte de inspiração e de reafirmação do patriotismo como condição para vencer os desafios que a Nação enfrenta.

Em mais um Dia dos Heróis Moçambicanos, o País parou para celebrar a vida e a obra dos que deram tudo de si pela independência nacional. A cerimónia central foi dirigida pelo Presidente da República, que, acompanhado pela Primeira-Dama, depositou uma coroa de flores no Monumento dos Heróis Nacionais.

Perante antigos combatentes, membros do Governo, antigos Chefes do Estado e corpo diplomático, Daniel Chapo destacou o terrorismo e os desastres naturais como os principais desafios da Nação.

“Entre os maiores desafios do momento, continuam a constituir a nossa grande preocupação o fim do terrorismo em alguns distritos da província de Cabo Delgado. As nossas Forças de Defesa e Segurança, com o apoio das forças do Ruanda, na fronteira com as forças da Tanzânia, e com a participação activa da força local, continuam determinadas neste combate, permitindo o retorno das populações às suas zonas de origem e a retoma dos projectos de gás na Bacia do Rovuma”, disse Daniel Chapo.

Segundo o Chefe do Estado, a melhoria da situação de segurança em Cabo Delgado também tem incentivado outros projectos de desenvolvimento local, como a Fábrica de Processamento de Pescado em Mocímboa da Praia. A infra-estrutura foi inaugurada no dia 29 de Janeiro. “Enquanto combatemos o terrorismo, não paramos com o desenvolvimento da província de Cabo Delgado”, bem como de Niassa, onde foi inaugurada a primeira fábrica de grafite.

“Continuaremos a levar a cabo acções de reconstrução das infra-estruturas destruídas, de forma a garantirmos o normal funcionamento das instituições públicas e privadas, incluindo a reposição de serviços básicos como energia, água, saúde, vias de acesso, entre outras infra-estruturas para criar melhores condições de vida para o povo moçambicano”, disse Daniel Chapo.

Os desastres naturais continuam a ser outro desafio para o País, sobretudo nesta época chuvosa e ciclónica. Moçambique, devido à sua localização geográfica, sofre ciclicamente os efeitos das mudanças climáticas, através da ocorrência de eventos extremos como ventos fortes, chuvas, ciclones e tempestades, que têm como consequência cheias e inundações.

“O 3 de Fevereiro deste ano é celebrado num contexto bastante adverso, em que milhares de famílias moçambicanas ainda choram a morte de seus entes queridos e a destruição de infra-estruturas públicas e privadas, como consequência das cheias de grandes proporções que se abateram sobre as regiões Sul e Centro do País, principalmente.”

Mais do que os heróis que jazem na cripta e em outros locais do solo pátrio, Daniel Chapo reconhece a existência de heróis em vida que, através do voluntariado e da entrega, têm vindo a salvar vidas e a enfrentar os inimigos da pátria.

“Saudamos a todos os sectores do Governo, do sector público e privado, parceiros nacionais e internacionais, organizações da sociedade civil, os nossos amigos da comunicação social e voluntários, pela pronta resposta na presente situação das cheias e inundações que assolam o País, permitindo salvar o máximo possível de vidas humanas”, reconheceu Chapo.

Além dos desafios, o Chefe de Estado afirmou que este é o momento de os moçambicanos usarem a inspiração dos heróis nacionais para reconstruir o que foi destruído pelos desastres naturais e pelo terrorismo.

“Referimo-nos também àqueles que ontem e hoje se destacam nos vários domínios da vida política, económica, social, cultural, ambiental e desportiva, projectando o bom nome de Moçambique dentro e além-fronteiras.

“Exortamos a todos os moçambicanos, no País e na diáspora, a fazer do 3 de Fevereiro uma fonte de inspiração para a reafirmação dos valores patrióticos, como base para, juntos, vencermos os desafios que o nosso País enfrenta. A educação patriótica começa na família, e cada um de nós deve fazer a sua parte”, apelou.

“A eliminação física de Eduardo Chivambo Mondlane em 1969, tal como de destacados líderes da guerrilha, entre eles Filipe Samuel Magaia em 1966, Paulo Samuel Kankhomba em 1968, e o Pastor Zedequias Manganhela em 1972, foi orquestrada pelo regime colonial para criar medo e desânimo no seio dos combatentes e das populações numa tentativa vã de travar o avanço da luta de libertação nacional.”

Cada acto cobarde e bárbaro perpetrado pelo inimigo infundiu mais revolta, mais coragem e mais determinação na prossecução da luta de libertação nacional, afirmou Chapo, acrescentando que “o povo ficou cada vez mais unido em torno da causa da liberdade, a luta progrediu com maior intensidade, porque o povo, com a sua força invencível, já tinha assumido a grande lição de Eduardo Chivambo Mondlane sobre unidade nacional como alicerce e condição da vitória, a unidade nacional, arma essa que continua a ser actual como o segredo na nossa vitória como povo moçambicano o em todas as frentes”.

Partilhe

RELACIONADAS

+ LIDAS

Siga nos