O ministro da Juventude e Desporto, Caifadine Paulo Manasse, reuniu-se nesta segunda-feira com o Presidente da Federação Moçambicana de Futebol (FMF), Feizal Sidat, e o presidente da Liga Moçambicana de Futebol (LMF), Alberto Simango Júnior, para analisar e discutir um novo modelo de organização e desenvolvimento do Moçambola 2026.
Ainda se debate o melhor modelo para o Moçambola 2026, depois de a prova não ter chegado ao fim no ano passado, o que obrigou a Federação Moçambicana de Futebol a tomar partido na gestão da sua organização.
Depois do encontro havido na semana passada, entre as delegações da Federação Moçambicana de Futebol e da Liga Moçambicana de Futebol, desta vez foi o ministro da Juventude e Desporto a chamar as duas organizações que gerem o futebol e o campeonato nacional para encontrarem soluções conjuntas para a prova deste ano.
“Um encontro que se enquadra no compromisso contínuo do Governo em promover um Moçambola mais estruturado, credível e financeiramente sustentável, capaz de valorizar os clubes, os atletas e a qualidade do espectáculo desportivo”, segundo escreve o MJD nas suas plataformas digitais.
O objectivo do encontro era a procura de um melhor modelo e sustentável para viabilizar o campeonato nacional de futebol, o Moçambola, na sua edição deste ano.
O Ministério da Juventude e Desporto diz ainda que com o encontro pretende reforçar o futebol como um instrumento de coesão nacional, inclusão e desenvolvimento social, respondendo às exigências do presente e às ambições do futuro do desporto moçambicano.
No encontro desta segunda-feira, foram discutidos vários pontos sobre a reestruturação e homologação de um modelo sustentável do Moçambola, depois de a última edição não ter chegado ao fim, quando faltavam ainda por disputar algumas jornadas, ora canceladas por falta de dinheiro para custear as despesas da logísticas da prova.
O facto é que no ano passado o Moçambola teve um custo de logística para transporte aéreo a rondar os dois milhões de dólares, cerca de 130 milhões de meticais, que a Liga Moçambicana de Futebol disse não ter tido, ainda que tenha recebido alguns apoios, com destaque para a Cervejas de Moçambique.
E, porque ainda não há garantias financeiras para a viabilização da prova, o encontro tripartido entre o Ministério da Juventude e Desporto, a Federação Moçambicana de Futebol e a Liga Moçambicana de Futebol, discutiu formas de buscar parcerias que permitam a realização da prova no sistema clássico de todos contra todos em duas voltas, para as 14 equipas apuradas.
Aliás, os clubes já tinham rejeitado a possibilidade de um Moçambola regional, disputado pelas zonas, com os líderes a defrontarem-se na fase final, uma proposta que tinha sido avançada pela Liga Moçambicana de Futebol no fim do ano passado.
O encontro desta segunda-feira avançou decisões estruturantes que vão culminar com a viabilização do Moçambola 2026 no modelo tradicional, mas que ainda está refém da homologação da classificação da prova do ano passado por parte da Federação Moçambicana de Futebol.
Assim, nos próximos dias, o organismo que gere o futebol nacional deverá homologar a União Desportiva de Songo como campeã nacional, até porque aquando da interrupção definitiva do Moçambola 2025, os “hidroeléctricos” já tinham conquistado a prova de forma virtual, recebendo, por isso, até felicitações do presidente da República, Daniel Chapo.
A turma de Songo será, por conseguinte, a representante de Moçambique na próxima edição da Liga dos Campeões africanos, acompanhada pela Black Bulls, que vai disputar a Taça CAF, por ter sido o finalista vencido da Taça de Moçambique, conquistado pela UD Songo, que fez a dobradinha.
Nessa mesma homologação, a Federação Moçambicana de Futebol deverá confirmar ainda a descida de divisão de três clubes, nomeadamente o Textáfrica do Chimoio, o Desportivo de Nacala e o Desportivo da Matola.
Para já, a FMF e a LMF deverão assinar, nos próximos dias, a renovação do contrato de delegação de poderes para a organização do Moçambola 2026, depois que a Casa do Futebol ameaçou gerir a prova por falta de cumprimento das regras por parte da Liga Moçambicana de Futebol.
Segundo escreve o LanceMz, a Liga Moçambicana de Futebol já solicitou às Linhas Aéreas de Moçambique a emissão de uma cotação para o Moçambola 2026, para que possa definir com exactidão o orçamento para o campeonato nacional deste ano, numa negociação que inclui a contratualização de cerca de 3500 passagens aéreas.
Se no ano passado o custo de passagens aéreas rondou os 2 milhões de dólares (cerca de 130 milhões de meticais), para este ano a expectativa é que o valor baixe, uma vez que a companhia de bandeira nacional tenciona rever o tarifário das passagens aéreas.

