As autoridades moçambicanas começaram, hoje, o repatriamento de milhares de refugiados, que estavam no Malawi, devido às manifestações pós-eleitorais em Moçambique.
Finalmente, o processo de repatriamento de moçambicanos, que escalaram o Malawi, por conta dos protestos eleitorais foi iniciado neste sábado. O caudal do rio Chile baixou de forma considerável e já há condições de serem feitas viagens para Moçambique,
Até a manhã de hoje, três viaturas já estavam posicionadas para levar a equipa técnica, que deverá verificar as condições de transitabilidade. César Tembe, director das operações de prevenção do INGD, partilhou que era necessário fazer um reconhecimento a nível técnico.
“Vamos fazer movimentar parte da nossa delegação, delegação do Malawi e também vamos levar os nossos líderes comunitários, que é para poderem ver o projecto que se vai levar, a partir desta margem do lado do Malawi, até outra margem de Morrumbala. Este é um pequeno exercício que vamos fazer agora e depois começamos com o repatriamento”, explicou.
Um novo levantamento feito pelas autoridades malawianas constatou que há pelo menos 7 900 moçambicanos que se refugiaram naquele país vizinho, contra os 13 mil que tinham sido anunciados anteriormente, embora admitam que o processo de contagem continuam, explicou César Tembe.
“Estamos a trabalhar para emissão de cartões para assistência humanitária”.
O repatriamento das pessoas, que estavam em seis centros de acolhimento no Malawi, devia ter iniciado, na quinta-feira, mas as condições de navegação no rio Chiro, que separa Moçambique e Malawi, não eram boas, mas “agora as condições estão criadas”.
As autoridades, que esclareceram que o repatriamento não é obrigatório, mobilizaram quatro embarcações e igual número de camiões para transportar os refugiados, além de assistência alimentar por pelo menos três meses.