A Primeira-Dama de Moçambique, Gueta Chapo, reafirmou, hoje, o compromisso do país com a promoção da igualdade de género e anunciou medidas concretas para fortalecer os direitos das mulheres e raparigas. Durante a sua intervenção na 37ª Sessão Ordinária da Organização das Primeiras-Damas para o Desenvolvimento (OPDAD), realizada em Adis Abeba, capital da Etiópia, destacou avanços e desafios, sublinhando a necessidade de intensificar esforços para combater desigualdades e violência de género.
A esposa do Presidente da República destacou os esforços de Moçambique na implementação de políticas e programas que combatem estereótipos de género, promovem a educação inclusiva e sensibilizam sobre a igualdade de género. Segundo ela, tais iniciativas representam avanços tangíveis rumo a uma sociedade mais equitativa.
“Moçambique tem uma das maiores participações femininas na força de trabalho, atingindo aproximadamente 80 por cento”, afirmou, citando dados do Instituto Nacional de Estatística (INE). No entanto, destacou que a taxa de emprego no sector informal ainda é elevada entre as mulheres, atingindo 52 por cento.
No que concerne à saúde materna, a Primeira-Dama revelou avanços significativos na massificação dos partos institucionais, que alcançaram uma cobertura de 92 por cento. Essa medida tem contribuído para a redução da mortalidade materna, cujos números passaram de 450 mortes por mil nados vivos em 2018 para cerca de 400 por mil em 2023.
No combate à violência baseada no género, Gueta Chapo informou que, em 2022, foram registados 21.240 casos de violência, sendo a maioria das vítimas mulheres. “Estamos cientes dos desafios que Moçambique enfrenta na promoção da igualdade de género. Por isso, assumimos o compromisso de redobrar os esforços para melhorar a vida das mulheres e das raparigas”, garantiu.
Entre as novas iniciativas anunciadas para este ano, a Primeira-Dama destacou a defesa da criação de uma lei contra o feminicídio, a construção de centros de acolhimento para mulheres vítimas de violência, e programas de empoderamento económico. Além disso, revelou a intenção de implementar um projecto inspirado numa iniciativa da Etiópia: “Hoje pude captar uma iniciativa muito importante que vou levar para o meu país, Moçambique, para as mulheres e raparigas, que é um projecto de construção de fábrica de pães”.
A Primeira-Dama reforçou ainda a necessidade de maior cooperação entre os países africanos para a promoção de políticas públicas eficazes na defesa dos direitos das mulheres. Defendeu a criação de redes de apoio regionais para fortalecer iniciativas voltadas ao empoderamento feminino e instou as lideranças presentes a assumirem compromissos concretos para a transformação social.