A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) manifestou “profunda preocupação” e repúdio diante do sequestro do empresário português Francisco José Casquinha, ocorrido na capital do país, no dia 8 de Outubro. A organização alertou para as graves consequências deste crime no ambiente de negócios e no clima de investimentos no país.
Francisco Casquinha, conhecido no sector automóvel em Moçambique, é a sétima vítima de sequestro no país apenas neste ano. Em nota oficial, a CTA sublinhou que o crime representa “um grande golpe aos esforços de recuperação económica” e ameaça o progresso conquistado por investidores e empresários que, após episódios de vandalismo e destruição de infraestruturas, têm trabalhado para reerguer a economia nacional.
A organização defende que a insegurança, o terror e a instabilidade “são armas que atentam contra um ambiente de negócios saudável”, comprometendo iniciativas como a XX Conferência Anual do Sector Privado, que tem como lema “Reformar para Competir – Caminhando para o Relançamento Económico”.
A CTA apelou às Forças de Defesa e Segurança para reforçarem as unidades especializadas no combate ao crime organizado e utilizarem todos os meios de inteligência para a rápida libertação de Casquinha, bem como o desmantelamento de redes criminosas envolvidas em raptos e sequestros.
A confederação também chamou atenção para o alastramento do clima de insegurança, associando a criminalidade urbana aos recentes ataques terroristas em distritos da província de Nampula, o que agrava ainda mais o sentimento de medo entre empresários e potenciais investidores.
Por fim, a CTA expressou solidariedade à família do empresário sequestrado e reafirmou o seu compromisso com a promoção de um ambiente empresarial seguro, justo e propício ao desenvolvimento económico de Moçambique.

