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Chapo defende cultura de paz nas escolas para prevenir conflitos e terrorismo

O Presidente da República defendeu em Xai-Xai, a necessidade de reforçar a cultura de paz nas escolas e entre as novas gerações, como forma de prevenir conflitos, violência e fenómenos como o terrorismo.

Discursando por ocasião da passagem dos 34 anos do Acordo Geral de Paz, o Chefe do Estado afirmou que a paz deve ser ensinada e cultivada desde cedo, envolvendo as famílias, as comunidades e as instituições de ensino.

Segundo o Presidente, a preservação da paz não deve limitar-se à celebração de datas históricas, devendo constituir um compromisso permanente de todos os moçambicanos.

O Chefe do Estado destacou igualmente o papel da reconciliação, do diálogo e do respeito pelas diferenças na construção de uma sociedade mais coesa. Defendeu que as novas gerações devem aprender com o passado e ser preparadas para rejeitar a violência e procurar soluções pacíficas para os conflitos.

A mensagem surge num contexto em que Moçambique continua a enfrentar ameaças à segurança, incluindo o terrorismo, sobretudo na região norte do país. Para o Presidente, a educação para a paz constitui uma das ferramentas para impedir que jovens sejam atraídos pela violência e por discursos de intolerância.

Na sua intervenção, o Presidente recordou os 16 anos de conflito armado que marcaram a história recente de Moçambique e que, segundo dados apresentados no discurso, provocaram mais de um milhão de mortos e milhões de deslocados.

O Acordo Geral de Paz, assinado a 4 de Outubro de 1992, entre o então Presidente Joaquim Chissano e o líder da RENAMO, Afonso Dhlakama, é apontado pelo Chefe do Estado como uma demonstração de que o diálogo pode prevalecer sobre a força das armas.

O Presidente afirmou que a paz alcançada em 1992 não deve ser vista como uma conquista definitiva, defendendo que cada geração deve assumir a responsabilidade de a preservar e fortalecer.

Neste âmbito, destacou o papel das instituições religiosas, que, durante o conflito armado, promoveram orações, vigílias, marchas e iniciativas de reconciliação, contribuindo para a aproximação entre comunidades.

O Chefe do Estado associou igualmente a consolidação da paz ao Diálogo Nacional Inclusivo, que, segundo afirmou, deve permitir aos moçambicanos discutir as diferenças e procurar soluções para os principais desafios do país.

PAZ DEVE CHEGAR ÀS ESCOLAS

Para o Presidente, a construção de uma cultura de paz deve começar nas escolas, onde as novas gerações devem aprender valores como tolerância, respeito, solidariedade, convivência e resolução pacífica de conflitos.

A aposta na educação para a paz deverá contribuir para formar cidadãos capazes de rejeitar a violência e defender a unidade nacional, num país que procura evitar o ressurgimento de conflitos armados e combater ameaças à segurança.

O Presidente defendeu ainda que nenhum Governo ou partido político pode, isoladamente, garantir a paz, considerando-a uma responsabilidade colectiva de todos os moçambicanos.

Na cerimónia, realizada na Praça dos Heróis Moçambicanos, em Xai-Xai, foi depositada uma coroa de flores em homenagem às vítimas do conflito armado, seguindo-se as celebrações dos 34 anos do Acordo Geral de Paz.

Sob o lema “A religião como promotora da paz e segurança”, a cerimónia juntou membros do Governo, representantes de partidos políticos, líderes religiosos, autoridades locais, membros das Forças de Defesa e Segurança, representantes da sociedade civil e outros convidados.

O Presidente defendeu ainda que a paz deve traduzir-se em melhores condições de vida, emprego para jovens e mulheres, aumento da produção agrícola e criação de oportunidades para as famílias.

Na mesma ocasião, apontou a independência económica como o próximo grande desafio nacional, defendendo o aumento da produção de arroz e trigo na província de Gaza e a transformação local da produção agrícola.

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