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Já lá vão seis dias desde que Luís Gonçalves foi demitido do comando técnico dos Mambas, depois da derrota sofrida há uma semana, diante do Cabo Verde, que ditou o afastamento do combinado nacional da fase final do Campeonato Africano das Nações (CAN), dos Camarões, em 2022.

Sem seleccionador nacional, mas já a pensar nos próximos compromissos internacionais dos Mambas, nomeadamente o torneio regional da Cosafa, em finais de Maio, e a primeira dupla jornada de qualificação ao mundial do Qatar, onde os Mambas vão defrontar Costa do Marfim e Malawi, a Federação Moçambicana de Futebol já procura um novo timoneiro para a selecção nacional.

São quatro nomes cogitados para substituir Luís Gonçalves do comando dos Mambas, dois deles moçambicanos e outros dois estrangeiros, com destaque para Dário Monteiro que está na mira de sentar no banco da equipa de todos nós. Para além de Monteiro, Chiquinho Conde também está na lista, bem como Daúde Faquirá e Litos, esses dois portugueses e que já treinaram no país.

Dário Monteiro leva vantagem por já conhecer a Casa do Futebol, tendo em conta que é o actual seleccionador nacional do sub-20, selecção com a qual conquistou o torneio regional da Cosafa da categoria, feito histórico que elevou o nome do técnico, ora emprestado à Liga Desportiva de Maputo, sendo funcionário da Federação Moçambicana de Futebol.

Outra vantagem que Dário Monteiro leva nesta batalha pelo banco técnico dos Mambas é o facto de permitir um rejuvenescimento ao combinado nacional, tendo em conta que já trabalha com as camadas de formação das selecções nacionais, futuro dos Mambas.

Já Chiquinho Conde tem alguma vantagem por conhecer o futebol moçambicano e ter trabalhado em Moçambique com equipas locais, dentre elas o Maxaquene, Ferroviário de Maputo e União Desportiva de Songo, estando, neste momento, a viver em Portugal, onde esteve a treinar a equipa B do Vitória de Setúbal. Chiquinho Conde já treinou os Mambas numa única partida, em 2010, num particular com Portugal, realizado na África do Sul, de preparação da selecção tuga para o mundial. Nessa partida, os Mambas perderam por 3-0, depois de terem empatado sem abertura de contagem no final da primeira parte.

Já Daúde Faquirá, que tinha cogitado antes de Abel Xavier, actualmente treinador do Sporting da Covilhã, e Litos, sem clube, mas tendo já trabalhado com a Liga Desportiva de Maputo, são outros nomes pensados, Segundo fonte da Federação Moçambicana de Futebol.

O nome do novo seleccionador nacional deverá ser conhecido nos próximos dias para permitir que possa acompanhar os jogadores que serão convocados para os próximos compromissos dos Mambas, nomeadamente o torneio Cosafa, inicialmente agendado para acontecer na vizinha África do Sul, de 31 de Maio a 16 de Junho, para além da dupla jornada de fase de grupos de qualificação ao mundial do Qatar, em 2022, respectivamente diante da Costa do Marfim, entre 5 a 8 de Junho, e frente ao Malawi, entre 11 e 14 de Junho próximo.

O Secretário de Estado do Desporto diz que, sem resultados positivos dos Mambas nas fases de qualificação a provas continentais e mundiais, o que se deve fazer é parar com futebol, reflectir, reestruturar e reorganizar a Federação Moçambicana de Futebol, para que os resultados possam aparecer no futuro.

O mais recente desaire dos Mambas, na fase de qualificação ao CAN-2021, que culminou com mais uma derrota diante do Cabo Verde, esta terça-feira, mereceu um pronunciamento improvável do Secretário de Estado do Desporto, Gilberto Mendes.

O dirigente governamental diz que é preciso fazer qualquer coisa com o futebol moçambicano, porque “assim como está, não pode continuar”.

E não pode mesmo. Afinal, é a sexta vez consecutiva que os Mambas falham presença numa fase final do Campeonato Africano das Nações, depois da última participação em Angola, em 2010. Foram falhadas as participações de 2012, no Gabão e Guiné Equatorial, em 2013, na África do Sul, em 2015, na Guiné Equatorial, 2017, no Gabão, 2019, no Egipto, e mais recentemente para o CAN-2021, que terá lugar nos Camarões.

Por isso mesmo, medidas devem ser tomadas para parar com o sofrimento dos moçambicanos, e Gilberto Mendes tem uma proposta. “Há que repensar e reorganizar a Federação Moçambicana de Futebol, principalmente. A FMF tem que reorganizar toda estrutura”, ou seja, “alguma coisa tem que ser feita”.

O que seria essa coisa? “Temos que ter a coragem de parar e dizer que precisamos de reorganizar o nosso futebol. Precisamos de reestruturar o nosso futebol, de vermos de onde que vamos começar a fazer a mudança e com critérios, para que os resultados possam aparecer”, recomenda Gilberto Mendes, visivelmente frustrado com o resultado dos Mambas esta terça-feira, em pleno Estádio Nacional do Zimpeto.

Aliás, para o Secretário de Estado do Desporto se for para ir a competição é preciso treinar para se jogar, “se não for para ser assim, se calhar é melhor pedirmos para parar e não competir e deixar passar a vez”.

Deixar passar a vez significa, em outras palavras, suspender a participação dos Mambas em competições internacionais por algum tempo, a reorganizar a Federação Moçambicana de Futebol e criar uma selecção ganhadora, com jogadores novos e jovens que dão garantias de futuro.

E é preciso deixar passar a vez para que não voltemos a obter os mesmos resultados alcançados nesta campanha, onde, nos últimos quatro jogos, os Mambas sofreram igual número de derrotas, sendo duas diante dos Camarões, em Yaoundé e Maputo, uma diante do Ruanda, em Kigali, e a última na terça-feira, diante do Cabo Verde, em Maputo.

E a paragem do Moçambola é, também, o principal culpado, já que há dois meses não se joga, depois dos jogadores terem parado um ano e três meses sem competição. Quando o campeonato nacional de futebol retomou, disputou-se apenas quatro jornadas e, novamente ficou suspenso, fazendo com que os jogadores que actuam internamente ficassem sem ritmo competitivo para as provas internacionais.

O Secretário de Estado do Desporto reconhece que foram muitos entraves na caminhada dos Mambas nesta fase de qualificação, até porque “não podemos pensar que tendo ficado dois meses parados, a selecção de Cabo Verde, que até venceu Camarões por 3-1, viria para cá para ser pêra doce”. E acrescenta que “faltou ritmo e foi notório o facto do Moçambola estar parado e agora só podemos nos reerguer e começar a preparar o jogo com Costa do Marfim”.

Até porque o embate diante da Costa do Marfim é já a 31 de Maio, para a primeira jornada do grupo D de qualificação ao Mundial do Qatar, em 2022. O Moçambola, esse, ainda não tem datas para a sua retoma, aguardando a autorização do Presidente da República, Filipe Nyusi.

 

Feisal Sidat “finta” jornalista

Após o jogo entre Moçambique e Cabo Verde, que ditou o descalabro dos Mambas, que até estavam a ter ajuda dos Camarões, no outro jogo, já que empatavam diante do Ruanda, apenas Gilberto Mendes desabafou.

Feisal Sidat, por seu turno, optou pelo silêncio, fintando os jornalistas que estavam ávidos em ouvir as primeiras declarações do presidente da Federação Moçambicana de Futebol face ao descalabro. Sidat saiu do Estádio Nacional do Zimpeto sem deixar ficar uma única palavra.

Era tanto desapontamento do timoneiro da Casa do Futebol, afinal, foram quatro pontos herdados no elenco de Alberto Simango Jr, desperdiçados nesta campanha de qualificação ao CAN-2021, que terminou inglória, com os Mambas a quedarem-se na última posição do grupo F.

Uma campanha que até começou bem, com vitória em Maputo, diante do Ruanda, por duas bolas sem resposta, e um empate, na Praia, a dois golos diante do Cabo Verde, ainda no elenco de Alberto Simango Jr. Herdou os quatro pontos e a liderança do grupo Feisal Sidat e pensava-se que seria apenas para confirmar a passagem, já que mais um empate e uma vitória garantiriam a qualificação ao CAN dos Camarões. Mas a realidade mostrou o contrário e nem mesmo o estágio na Casa Militar foi suficiente para os jogadores aprenderem os valores de defesa da praia, fazendo com que os Mambas sucumbissem na praia dos Tubarões Azuis.

Os Mambas defrontam, esta noite, Cabo Verde em partida da última jornada da fase de qualificação ao CAN dos Camarões. O único resultado que interessa é a vitória, sob pena de dizer adeus à fase final da prova continental do futebol. Por isso mesmo, para os Mambas é “hoje ou nunca”.

Com a calculadora na mão e muita pressão dos milhões de moçambicanos, os Mambas entram hoje em cena, na derradeira oportunidade de garantir um lugar na fase final do CAN dos Camarões em 2022.

Apesar da confiança demostrada pela equipa técnica e jogadores na antevisão ao jogo de mais logo, as contas são bastante complicadas para as aspirações do combinado nacional. Terá que fazer um jogo de conjugações para garantir o apuramento, já que não depende somente de si para essa qualificação.

 

Cenários de qualificação dos Mambas

Em termos de cenários, apenas um é funcional para a qualificação dos Mambas ao CAN. A selecção nacional é obrigada a vencer Cabo Verde, por qualquer resultado possível, mas também esperar que os Camarões não percam com Ruanda.

É que mesmo vencendo os Tubarões Azuis, passar a somar sete pontos, e o Ruanda vencer Camarões, qualifica-se-ia a selecção ruandesa, que passaria a somar oito pontos. Mas em caso de derrota ou empate do Ruanda, em Douala, diante dos Camarões, e uma vitória dos Mambas frente a Cabo Verde, a conta é favorável a Moçambique, que passará a contar o mesmo número de pontos com os Tubarões Azuis, mas com vantagem no confronto directo, primeiro critério de desempate, em caso de igualdade pontual.

É que os Mambas empataram na cidade da Praia a dois golos e mesmo tendo em saldo negativo de golos, a vitória beneficia aos moçambicanos.

 

Confronto de jogos favorável aos Mambas

No que diz respeito ao confronto directo, as duas selecções cruzaram-se apenas quatro ocasiões, com os Mambas a levarem vantagem, uma vez que venceram dois jogos, sendo um de qualificação ao CAN 2015, no Estádio da Machava, por 2-0, e outro amigável, à tangente, em jogo disputado em Massamá, Portugal.

Cabo Verde venceu apenas um jogo, em Praia, na fase de grupos de qualificação ao CAN 2015, por uma bola sem resposta, sendo que o único empate se verificou na segunda jornada desta fase de qualificação ao CAN-2021, na capital cabo-verdiana, a dois golos.

Kito, Domingues, Clésio, Telinho e Witi marcaram os golos dos moçambicanos diante dos Tubarões Azuis em todas as partidas disputadas, e desses, apenas Witi não estará na partida desta noite, no Estádio Nacional do Zimpeto devido a uma lesão.

Para este jogo, Luís Gonçalves já poderá contar com Ricardo Mondlane e Kamo Kamo Cumbane, últimos a integrarem a equipa que se encontra em estágio na Casa Militar.

 

Provável onze dos Mambas

Para esta partida diante do Cabo Verde, decisivo e de capital importância, Luís Gonçalves é obrigado a arriscar e montar uma equipa mais ofensiva do que defensiva, a colocar mais jogadores com faro de finalização, que possibilitem golos. Mas terá que arriscar em jogadores que desequilibrem na zona do meio campo para frente.

Assim, poderá apostar em Franque na Baliza, com um quarteto defensivo constituído por Chico e Jeitoso no centro, Sidique na direita e Bhéu, tendo em conta que Bruno Langa não se encaixou no jogo diante do Ruanda.

No miolo do terreno, Kambala continuará a ser aposta como médio defensivo, auxiliado por Kito, tendo Kamo Kamo na esquerda e Domingues na direita. Estes dois jogadores deverão alimentar a frente do ataque que poderá estar entregue a Luís Miquissone e Clésio.

Mas também poderá apostar em outros jogadores que garantam alguma segurança, casos do experiente Guirrugo na baliza, o próprio Bruno Langa na esquerda do ataque, tendo em conta que é um jogador com raides rápidos e cruzamentos venenosos, mas também em Amadu, a frente do Kambala, para aproveitar a sua altura e corpo físico, para além do seu remate portentoso do meio da rua.

Na frente do ataque, pode ainda apostar em Lau King, para as bolas aéreas, bem como em Ricardo Mondlane, que também tem feito muitos golos na sua equipa.

 

Cabo Verde confiante após treinar no ENZ

A selecção cabo-verdiana de futebol já treinou no Estádio Nacional do Zimpeto, local onde vai defrontar Moçambique, esta terça-feira, em jogo a contar para a última jornada do grupo F de qualificação para o CAN 2021.

Em busca do sonho, Cabo Verde não poderá contar com Ryan Mendes, Roberto Lopes e Steve Furtado, que devido a imposições dos seus clubes, não vão poder defrontar Moçambique. Recorda-se que estes jogadores alinharam de início na vitória de 3-1 sobre Camarões, sendo Ryan Mendes o grande destaque do encontro. Certamente baixas de peso e que Bubista terá que contornar para o confronto com a selecção moçambicana.

Ainda assim, Budista mostra-se confiante num resultado que garanta a passagem à fase final do Campeonato Africano das Nações, que terá lugar próximo ano nos Camarões. Aos Tubarões Azuis basta apenas um empate para chegar ao CAN, mas também a depender dos Camarões, que não devem perder na recepção ao Ruanda. A vitória de Cabo Verde garante, sem depender do outro jogo, um lugar no CAN-2021.

Dos convocados, apenas Hélder Tavares não treinou, tendo feito tratamento médico. Camarões lidera o Grupo F com 10 pontos, seguido de Cabo Verde com 7 pontos, Ruanda 5 pontos e Moçambique 4 pontos.

 

Rady Gramane e Alcinda Panguana não param de alcançar feitos históricos para si e para o país, no boxe. Depois de terem conseguido a proeza de qualificar o país aos Jogos Olímpicos de Tóquio, por mérito próprio, desta vez voltaram a se evidenciar como as rainhas do boxe ao nível da região.

As duas pugilistas moçambicanas conquistaram medalhas de ouro no Campeonato Africano de Boxe da Região III, ao somarem por vitórias todos os combates que tiveram na República Democrática do Congo, no âmbito da sua preparação rumo aos Jogos Olímpicos deste ano.

Nem mesmo o facto de terem ficado mais de um ano sem competir, tendo em conta que a última prova oficial foi nos africanos onde alcançaram o feito da qualificação às olimpiadas de Tóquio, em Março do ano passado, tirou brilho à sua prestação, que de combate em combate foram mostrando o seu potencial no ringue, derrubando quem aparecesse pela frente.

Até porque as duas atletas tem estado a treinar sem parar e, muito recentemente iniciaram um estágio na vila da Namaacha, em preparação aos maiores jogos do planeta.

Mas nem tudo foi um mar de rosas para as duas atletas, que para além dos combates no ringue tiveram que despistar a Covid-19 e os problemas estomacais que tiveram nos primeiros dias das provas.

Nada que tirasse a vontade de regressar com as medalhas de ouro e o prestígio, para além de ganhar forma para enfrentar as melhores pugilistas do mundo, em Tóquio, em Agosto e Setembro.

Alcinda Panguana, na categoria dos Nos 69 Kg, derrotou na final a congolesa Mbambi Brigitte por categóricos 5-0, mesmo resultado com que a moçambicana havia vencido a mesma adversária num dos primeiros combates da competição.

Já a outra moçambicana, Rady Gramane, na categoria dos 75 Kg, não teve meias medidas para despachar a outra congolesa, Mwika Marie Joel, que não resistiu aos golpes e acabou perdendo, também, por 5-0.

As duas pugilistas moçambicanas enfrentaram adversárias de vários países da zona III, dentre elas as quenianas, burundesas e congolesas, sendo que agora regressam ao país para continuar a sua preparação aos Jogos Olímpicos de Tóquio-2020, que terão lugar este ano no Japão.

Está cada vez mais complicada a missão de Moçambique chegar à fase final do Campeonato Africano das Nações, CAN- 2021, depois da vitória do Cabo Verde diante dos Camarões, esta sexta-feira.

Os leões Indomáveis ainda tentaram ajudar os Mambas, quando aos 15 minutos Malong marcou, mas tardou para os cabo-verdianos reagirem e 10 minutos depois chegaram ao empate por intermédio de Kuka, resultado com que as duas equipas foram ao intervalo.

Na segunda parte os Tubarões Azuis voltaram mais transfigurados e determinados a alcançar a vitória. E tiveram uma ajuda de Bagnack, que aos 59 minutos marcou na própria baliza, antes de Mendes fixar o resultado final em 3-1, aos 69 minutos.

O resultado coloca Cabo Verde na segunda posição com sete pontos, mais dois que Ruanda, que está na terceira posição, com cinco, e mais três que Moçambique, agora lanterna vermelha com quatro pontos.

Estes resultados obrigam os Mambas a vencerem Cabo Verde na última jornada, na terça-feira, dia 30, no Estádio Nacional do Zimpeto. Ou seja, só a conjugação de dois resultados pode levar Moçambique à sua quinta fase final do CAN, nomeadamente vencer Cabo Verde, por qualquer resultado possível, e esperar que Ruanda não vença Camarões, em Douala, na mesma data.

Em caso de resultado diferente de vitória, os Mambas dizem adeus ao CAN.

Isto porque com a vitória, os Mambas vão passar a somar sete pontos, os mesmos do Cabo Verde, mas com vantagem no confronto directo, tendo em conta que na cidade de Praia houve empate a dois golos.

Recorde-se que Moçambique recebe Cabo Verde no dia 30 de Março corrente, quando forem 21H00, no Estádio Nacional do Zimpeto, mesma hora que Camarões recebe Ruanda, em Douala.

Lloyd Harris, atleta sul-africano que conquistou o Open de Maputo, em 2015, alcançou um feito inédito no Dubai Duty Free Championships, um dos maiores eventos do ténis a nível mundial, ao conseguir marcar presença, pela primeira vez, na final do torneio.

Na competição da qual participaram cerca de 500 dos melhores atletas masculinos da ATP (Associação de Tenistas Profissionais), Harris acabou perdendo a final para o russo Aslan Karatsev, numa prova em que até esteve bem, mas a experiência do russo acabou vincando.

O atleta sul-africano, que ocupa a posição 81 no ranking da ATP, teve que suplantar outros grandes tenistas para chegar a grande final, a começar pelo australiano Christopher O’Connell (número 122 no ranking ATP), a quem venceu para garantir a sua passagem aos dezasseis-avos de final. Nessa fase afastou o austríaco Dominic Thiem (número 4 do ATP).

Nos jogos subsequentes, o atleta derrotou o sérvio Filip Krajinovic (número 33 do ranking da ATP), nos oitavos-de-final, e o japonês Kei Nishikori (antigo número 3 e actual 41 do ranking da ATP), nos quartos-de-final.

Já nas meias-finais, Lloyd Harris venceu o canadiano Denis Shapovalov (número 12 do ranking da ATP), terminando a sua boa prestação na competição ao sucumbir para o russo russo Aslan Karatsev, naquela que foi a única derrota na competição que decorreu entre os dias 7 e 20 de Março.

Nascido na cidade de Cabo, Lloyd Harris, de 24 anos de idade, é o primeiro sul-africano a participar na prova. É, também, o primeiro atleta a chegar às meias-finais depois de passar pelos jogos de qualificação desde a criação do torneio, em 1993.

Para além de vencer o segundo Future da quinta edição do Standard Bank Open, em 2015, Lloyd Harris foi finalista vencido do primeiro Future da sexta edição do certame, em 2016.

Os Mambas já se encontram na capital moçambicana desde a madrugada de hoje, depois da derrota sofrida em Kigali, diante do Ruanda, por uma bola sem resposta. Uma derrota que não estava nas suas contas, tendo em conta que complica as contas de qualificação para o Campeonato Africano das Nações, prova que terá lugar próximo ano nos Camarões.

Os trabalhos de preparação dos Mambas só arrancam na tarde desta sexta-feira, após a saída dos resultados da COVID-19, efectuados na manhã de ontem, quinta-feira, no âmbito do cumprimento das medidas de prevenção da pandemia.

Só depois destes resultados Luís Gonçalves saberá com quem vai contar para preparar o jogo da próxima terça-feira, diante do Cabo Verde, um jogo de cartaz e de capital importância para as aspirações dos Mambas, na qualificação à fase final do CAN dos Camarões.

O combinado nacional precisa vencer Cabo Verde para não depender de terceiros na luta pela qualificação, pese embora o Ruanda esteja em vantagem na tabela classificativa, mas com a desvantagem de realizar o ultimo jogo em Yaoundé, casa dos Camarões, que não quererão se despedir da fase de grupos com derrota caseira.

Ainda na expectativa está a vinda dos jogadores moçambicanos que actuam na França, nomeadamente Reinildo Mandava e Mexer Sitoe, depois da garantia dada pela Federação Moçambicana de Futebol de estar a trabalhar com a Secretaria de Estado do Desporto para o aluguer de um voo charter para trazer e levar de volta os dois defesas para esse embate de extrema importância.

Vale isto dizer que Luís Gonçalves não vai alterar a sua convocatória, esperando apenas a confirmação destes dois jogadores para preencherem os seus lugares em aberto.

 

O combinado nacional de futebol de praia defronta na tarde desta sexta-feira, quando foram 15H00 de Maputo, a sua congénere das Comores, em Moroni, em partida da primeira mão da única eliminatória de acesso ao Campeonato Africano das Nações da modalidade, que terá lugar em Maio no Senegal.

Depois de ter chegado a Moroni na passada terça-feira, a selecção nacional enfrentou muitas dificuldades para se treinar nas areias de Moroni, impedidos pelas autoridades locais, na passada quarta-feira, dia em que pretendia realizar um treino tranquilo, de recuperação física, depois da viagem.

O facto é que os donos da casa impediram a selecção nacional de treinar alegadamente porque o local escolhido estava nas imediações do rectângulo do jogo, sendo por isso da exclusiva utilização dos anfitriões. A justificação foi de que os moçambicanos só teriam permissão para a utilização do campo ontem, quinta-feira, no treino de reconhecimento.

A situação pela qual os moçambicanos passaram só foi ser desbloqueada graças à intervenção de um oficial das Forças Armadas locais que convenceu os compatriotas a aceitarem que o combinado nacional realizasse, finalmente, o seu treino.

Até porque os comorianos terão troco em Maputo, quando vierem à segunda mão da eliminatória.

O embate desta sexta-feira é de extrema importância para as aspirações do combinado nacional que procura uma vantagem que garanta disputar o jogo da segunda mão com alguma tranquilidade.

Os Mambas chegaram ao final do dia desta segunda-feira a Kigali e no mesmo dia realizaram testes de despiste da COVID-19, cujos resultados foram satisfatórios para Luís Gonçalves, já que todos integrantes da comitiva testaram negativo para o novo Coronavírus.

Ao todo foram 24 que partiram de Maputo e mais quatro idos da Europa e África do Sul, que se juntaram ao grupo ainda esta segunda-feira. Domingues foi o último a chegar a Kigali, onde Gildo Vilankulos, Bruno Langa, Faisal Bangal, Ricardo Mondlane e Clésio Baúque já lá estavam a espera da comitiva.

Dos 24 jogadores que partiram de Maputo, destaque para os internacionais Luís Miquissone, Maestro, Chico e Kambala, todos a actuarem fora de portas.

Com os testes realizados e todos negativos, Luís Gonçalves conta com um leque de 29 jogadores para o embate desta quarta-feira diante do Ruanda, incluindo os três atletas que tinham testado positivo ainda em Maputo, nomeadamente Kito, Bhéu e Amadu.

A selecção nacional de futebol ocupa a segunda posição do grupo F de qualificação ao CAN dos Camarões, com quatro pontos, os mesmos de Cabo Verde, enquanto o Ruanda, adversário desta quarta-feira é lanterna vermelha com dois pontos.

Para a qualificação ao CAN-2021, os Mambas precisam somar quatro pontos nos dois próximo jogos diante do Ruanda e Cabo Verde.

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